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terça-feira, 12 de junho de 2012
O Dedão
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Desgraça!

Vou me casar!
Desgraça, desgraça!
É quase madrugada e eu aqui falando comigo mesmo. Desgraça! O que fazer depois do sanduíche de rosbife?
Trecheira difícil de engolir. Cansado. Cansado. Cansado de tudo e do nada. Vem amor, a poesia é livre. Vem e vem porque o dia é vivre. E verde de viver, roxo de matar e morrer. Vida louca, vida de acontecer.
Vou casar, vou casar!
Mate-me, por favor!
Vou casar!
Aonde está o meu amor?!?!
Linda mulher passeia no abismo... Passeia, passeia... E sente saudades. Quem é ela? Quem sofre. Ela é linda e é o retrato da morte.
Moça linda, vou me casar. Vem cá, vem cá! Aonde você está?
E a cachaça, sempre ela. Volta e meia aparece. E desaparece. E volta. Maldita! A bendita da cachaça.... Mas nunca é bom partir.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
... Reticências... Hoje e sempre...
O caminho não morre, mas a estrada muda. Portanto, esperar (apostar!) ou decidir logo é uma questão de timing... Apressar-se ou não pode poupar-lhe percalços ou oferecer-lhe atalhos. Por que quando enxergo tudo tem uma névoa, uma neblina fina e suave, que inebria os sentidos? E quando olho não chega a ser diferente? Tem apenas menos magia... Mas tão cheio dela no entanto! A mágica nunca me abandona. Poções, superstições, rezas e credos. Não importa a origem, mas sim o resultado!
Como o otimismo agrega e repele. Tem quem ache que ele é fantasioso, ao ponto de enojar pessoas de estômago forte. Então, preciso de um refil... Reticências, reticências... Hoje estou cheia delas. Como se elas preenchessem as lacunas necessárias - o que o óbvio gostaria que fizessem sempre, mas agora, elas realmente funcionam!
Meus dedos ficam mais ágeis quando estou sozinha com meus pensamentos. A digitação e os devaneios caminham juntos, como melhores amigos. Mentira. Como amantes comprometidos. Câimbras... Sim. As sinto quando não estou alerta. Me pegam desprevenidas, como um castigo dos Infernos. Reticências...
Reticências hoje e sempre...
Reticências, reticências....
Elas novamente...
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Caipirinha Sentimental
Tentava se consolar no fato de a jovenzinha ser mais feia. E desengonçada também. Mas o alívio durava pouco. "E daí? Ela com ele, eu sozinha." E toda vez que admitia em voz alta que o casamento acabara por que tinha que acabar, sufocava no fundo da alma a possibilidade de ter sido traída. “Mas Diabos, o problema é que acabou! Não importa tanto agora.” Pensava, entre um gole e outro. E em meio às inúmeras frases feitas que eram jorradas para que ela se sentisse melhor, finalmente admitiu que sentia falta do rapaz. “Mais uma, quero sim!”, exclamou com dedo em riste. E todas também pediram mais uma rodada de chopp.
Genial esse negócio de internet. No meio da confusão de seus 55 anos de vida surgia esse jovem de 30 anos, interessado no seu corpo já não tão atraente e na sua cabeça cheia de histórias. Sincero, admitiu não querer compromisso e até ter outras namoradas. Sua indiferença durou pouco. Quanto mais afinidade tinham na cama, mais ela se incomodava em não ser exclusiva. Mas quanta bobagem! Depois de tudo o que já passou, porque não aproveitar sem cobranças? Agora ali estava a lamentar.
O outro namorado mais velho que tinha finalmente fez a escolha e levou uma das parceiras para conviver com a família. Este ela não queria mais, por puro princípio. Se ele resolveu assumir compromisso, ela não queria levar o rótulo de “a outra” e ter de se contentar com as migalhas que restassem. Se ele resolveu assumir compromisso, que arrume outra mulher para desempenhar o papel de amante. Agora o que tinha que fazer era reunir forças para procurar seu jovem rapaz. Suspiro longo. “A conta, por favor?”
Para a seleção da Oficina Compartilhada
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Marchinha Neles!
Bêbada, largada, descompensada
Pensei logo nas marchinhas de Carnaval
No dia a dia não pode,
Mas no Carnaval, boemia, fode!
A patifaria reina
E durante os 7 dias a roupa queima...
Quarta de Cinzas
Às vezes minha alegria
É um estado de tristeza
Porque mesmo triste, alegre estou
Às vezes nem tudo passa
Mergulhando na cachaça
Ou bebendo o que restou
Por falta de sorte
Quantos versos lancei à morte?
Por descaso, diria ao certo meu caro irmão
Que outrora havia sequer conquistado seu ganha pão!
E, de repente, como num vendaval
Minhas lamúrias impetuosas
Viravam marchinhas de Carnaval
Merecidamente, pensaria eu
Já que sempre corri atrás
Mas às vezes mesmo o Mundo
Se sem sentido, não satisfaz
Quando me peguei finalmente escrevendo
Me deu um alívio, estou vivendo!
E o medo a me perguntar
Será que vai acabar?
Mas logo percebi
Bobagem!
Há tempos não tinha coragem
E o grande lance é tentar
