Aquele que procura faíscas...
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Little did he know


Não que fossem feministas, mas acreditavam que a mulher ainda ocupava um espaço muito minúsculo na sociedade moderna. Algum avanço foi feito desde as filosofadas de Simone de Beauvoir, mas nada que as tirassem da condição de gênero inferior. “Woman is the nigger of the world.”, já entoavam Lennon & Yoko.


Diversos relatos de amigas e conhecidas as insuflavam a ter sentimentos não muito nobres. O mundo era injusto, sim, mas muito mais para com elas. Costumavam aconselhar que não se importassem: a pior decepção amorosa seria.... A próxima! Falavam isso às gargalhadas, mas sabiam bem que era verdade.


E por mais que eles tentem entender, nunca conseguirão alcançar o que sente uma mulher traída, rejeitada ou mal amada. Podem buscar ajuda em terapias, teorias e filosofias... Não entenderão.


Nada é capaz de traduzir o sentimento único e entremeado que a mulher, muitas vezes ingênua, outras sonhadora, passa a carregar dentro do peito pisado e machucado por homens inábeis. Depois de uma, duas ou dez, ela entende o mundo que a maltrata e decide ser feliz. Parece até concordar com eles. Mas eles mal sabem que por si só já estão errados.


Não precisam nem abrir a boca.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Até breve!


Foram tantas as despedidas que já nem sofria mais. O coração apertava, naturalmente. Era emotiva, passional e visceral. Mas de tanto abandonar e ser abandonada havia criado uma certa couraça que a deixava forte no momento do adeus. As lágrimas pesadas que antes denunciavam seus sentimentos íntimos e profundos deram lugar à um leve lacrimejar. Um misto de preocupação e dor, pensava, enquanto caminhava lentamente rumo à mais um desafio.



Para a seleção da Oficina Compartilhada

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Metamorfose

Transformar sentimentos em liberdade. Libertar sentimentos e, no processo, se libertar. Ela fecha os olhos e pensa em tudo o que o mundo ainda tem para lhe oferecer. Pensa nas surpresas e aventuras que estão por vir. Viver é viajar nas possibilidades, que são infinitas. Jogando seus sonhos para o alto eles caem feito sementes, e se divertirá enquanto espera qual delas vai brotar primeiro. Assim, de broto em broto vai aprendendo como cuidar de cada um, na esperança de que consiga fazer todos crescer.

Alguns morrem na trajetória, outros vingam e arrancam sorrisos. Os mais fortes são aqueles que ajudam no caminho da felicidade. Quer olhar para trás e enxergar um jardim bonito? Quem sabe? Cuide com carinho do primeiro vasinho florido e pode acabar em uma mata densa.

Para a seleção da Oficina Compartilhada

sexta-feira, 8 de abril de 2011

... Reticências... Hoje e sempre...

"Eu te amo, eu te amo! Quero atravessar a barreira virtual e ser sua!”

O caminho não morre, mas a estrada muda. Portanto, esperar (apostar!) ou decidir logo é uma questão de timing... Apressar-se ou não pode poupar-lhe percalços ou oferecer-lhe atalhos. Por que quando enxergo tudo tem uma névoa, uma neblina fina e suave, que inebria os sentidos? E quando olho não chega a ser diferente? Tem apenas menos magia... Mas tão cheio dela no entanto! A mágica nunca me abandona. Poções, superstições, rezas e credos. Não importa a origem, mas sim o resultado!

Como o otimismo agrega e repele. Tem quem ache que ele é fantasioso, ao ponto de enojar pessoas de estômago forte. Então, preciso de um refil... Reticências, reticências... Hoje estou cheia delas. Como se elas preenchessem as lacunas necessárias - o que o óbvio gostaria que fizessem sempre, mas agora, elas realmente funcionam!

Meus dedos ficam mais ágeis quando estou sozinha com meus pensamentos. A digitação e os devaneios caminham juntos, como melhores amigos. Mentira. Como amantes comprometidos. Câimbras... Sim. As sinto quando não estou alerta. Me pegam desprevenidas, como um castigo dos Infernos. Reticências...

Reticências hoje e sempre...

Reticências, reticências....

Elas novamente...

Para a seleção da Oficina Compartilhada

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Apartação II

E o peito está apertado por quê?
Não apenas o vazio da vida sem sentido
Não apenas a vergonha pelos atos impensados
Não apenas a falta de limites que deixa a cabeça pesando e a coluna doída
Vejo fotos empoeiradas numa era digital e petrifico
O que estaria procurando?

Apartei-me dos sentimentos, e eles insistem em me seguir, mesmo no escuro
Confinada, incomunicável, desemparelho a dor como forma de alívio,
Mas na realidade se transforma em castigo

Não se foge assim tão fácil de si mesma...


Apartação

Apartei-me dos sentimentos,

E eles insistem em me seguir

Mesmo no escuro

Confinada, incomunicável,

Desemparelho a dor como forma de alívio,

Mas na realidade se transforma em castigo

Não se foge assim tão fácil de si mesma...