Aquele que procura faíscas...
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terça-feira, 12 de junho de 2012

Suplicando


Choro sempre e acho graça de um tudo. 
Busco em mim explicação, mas as estrelas do céu me deixam mudo. 
Meu desejo cala e sinto frio. 
Sem você na cama sou vazio. 

Quando nos veremos novamente?

Preciso do seu toque, cheiro, amor.
Suas mãos me arrepiam de prazer.
O gosto macio do seu beijo faz falta toda hora
e não consigo te esquecer...

Volta pra mim assim que ouvir minha súplica.
Por mais quanto tempo ficaremos sós?
Cada qual em seu canto sem conter o pranto,
sufocando fundo, lamentando, engolindo a voz...

Desengaños



Acordou com dores no corpo.
Tensão.
Expectativas frustradas trazem desencanto com a vida.
Sofrimento e confusão.
É possível ser feliz sim, mas todos devem ter histórias tristes para refletir e compartilhar. As dificuldades criam caráter. Sua infância foi extremamente alegre. Rica de experiências. Aproveitou tudo o que a Natureza tinha para oferecer e ganhou muito carinho. Claro que apanhou também. Todos na sua casa tinham sido surrados, exceto o caçula, que ainda assim achava que não recebeu a devida atenção... Nem por isso guardaram rancor. Hoje em dia dramatizam tanto a educação dos pais que tudo pode virar trauma. Agora se via diante de mais um desafio. Mas iria enfrentá-lo de cabeça erguida. Sem rodeios. Sem fazer tipo. Mas no seu tempo.
♫ Yes I need more time just to make things right. ♫

domingo, 15 de janeiro de 2012

Distância Dolorida


Saudade aqui quando dá fica.
Dói, dói e o coração se agita.
A voz embarga.
A lágrima escorre.
Mas não adianta fugir.
Pois a vida corre.
E é preciso partir.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Tomorrow is a long time ago

Não dá para comparar a dor do presente com um passado embolorado, cada vez mais distante. Os dias passam e as memórias doídas ficam trancadas em seus porões mal cheirosos, cheios de teias de aranha. As histórias ruins viram conselhos que nunca serão acatados; sugestões que serão ignoradas; avisos em vão. As palavras ásperas se perdem nas brumas do tempo e tudo o que um dia foi ruim, fétido e dolorido vira lenda.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

“Eu sou livre.”


Eu olhava no espelho e repetia, sem parar, querendo me livrar da dor. “Eu sou livre.” E pensava “comece com um abraço que passa”, mas não havia ninguém por perto para abraçar. E no final das contas ainda tinha que agradecer a minha própria loucura, que me permitia esquecer logo, aquilo que me consumia por dentro.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Espinha Dorsal

Todas as almas juntas
Se arriscam num suspiro literário
E descobrem o poema temerário
Que sempre quiseram esconder

Vixe Maria, moça velha
Que de repente se descobre
E cai de cara com a pose nobre
Aquela que queremos esquecer

Dor na costela que nada
Dor doída na espalda
Dor de donzela desgarrada
Dor que ninguém quer ver......
...
Para a seleção da Oficina Compartilhada

sexta-feira, 8 de abril de 2011

... Reticências... Hoje e sempre...

"Eu te amo, eu te amo! Quero atravessar a barreira virtual e ser sua!”

O caminho não morre, mas a estrada muda. Portanto, esperar (apostar!) ou decidir logo é uma questão de timing... Apressar-se ou não pode poupar-lhe percalços ou oferecer-lhe atalhos. Por que quando enxergo tudo tem uma névoa, uma neblina fina e suave, que inebria os sentidos? E quando olho não chega a ser diferente? Tem apenas menos magia... Mas tão cheio dela no entanto! A mágica nunca me abandona. Poções, superstições, rezas e credos. Não importa a origem, mas sim o resultado!

Como o otimismo agrega e repele. Tem quem ache que ele é fantasioso, ao ponto de enojar pessoas de estômago forte. Então, preciso de um refil... Reticências, reticências... Hoje estou cheia delas. Como se elas preenchessem as lacunas necessárias - o que o óbvio gostaria que fizessem sempre, mas agora, elas realmente funcionam!

Meus dedos ficam mais ágeis quando estou sozinha com meus pensamentos. A digitação e os devaneios caminham juntos, como melhores amigos. Mentira. Como amantes comprometidos. Câimbras... Sim. As sinto quando não estou alerta. Me pegam desprevenidas, como um castigo dos Infernos. Reticências...

Reticências hoje e sempre...

Reticências, reticências....

Elas novamente...

Para a seleção da Oficina Compartilhada

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caipirinha Sentimental

Todas já inebriadas quando, de repente, conversas paralelas transbordam dos copos cheios de mágoas. Como foi que deixou para trás, por pura vaidade, a fonte de seu prazer carnal? Hoje choram as entranhas suspirando fundo de saudades. Confusa e sem saber o que fazer, derrama a dor na mesa do bar. “Mais uma caipirinha, por favor.” As amigas não tão mais jovens assim se diferenciavam dela pela maior leveza com que levavam a vida. Seus olhos carregados denunciavam noites mal dormidas e muita bebida. Ah, e uma certa amargura também. Desde que fora trocada por uma moça mais jovem que tenta achar seu lugar nesse mundo embaralhado. Sem profissão, sem marido e sem chão.

Tentava se consolar no fato de a jovenzinha ser mais feia. E desengonçada também. Mas o alívio durava pouco. "E daí? Ela com ele, eu sozinha." E toda vez que admitia em voz alta que o casamento acabara por que tinha que acabar, sufocava no fundo da alma a possibilidade de ter sido traída. “Mas Diabos, o problema é que acabou! Não importa tanto agora.” Pensava, entre um gole e outro. E em meio às inúmeras frases feitas que eram jorradas para que ela se sentisse melhor, finalmente admitiu que sentia falta do rapaz. “Mais uma, quero sim!”, exclamou com dedo em riste. E todas também pediram mais uma rodada de chopp.

Genial esse negócio de internet. No meio da confusão de seus 55 anos de vida surgia esse jovem de 30 anos, interessado no seu corpo já não tão atraente e na sua cabeça cheia de histórias. Sincero, admitiu não querer compromisso e até ter outras namoradas. Sua indiferença durou pouco. Quanto mais afinidade tinham na cama, mais ela se incomodava em não ser exclusiva. Mas quanta bobagem! Depois de tudo o que já passou, porque não aproveitar sem cobranças? Agora ali estava a lamentar.

O outro namorado mais velho que tinha finalmente fez a escolha e levou uma das parceiras para conviver com a família. Este ela não queria mais, por puro princípio. Se ele resolveu assumir compromisso, ela não queria levar o rótulo de “a outra” e ter de se contentar com as migalhas que restassem. Se ele resolveu assumir compromisso, que arrume outra mulher para desempenhar o papel de amante. Agora o que tinha que fazer era reunir forças para procurar seu jovem rapaz. Suspiro longo. “A conta, por favor?”

Para a seleção da Oficina Compartilhada

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Chuva Encantada

Às vezes quando chove parece que o dia chora

Chora as decisões reprimidas

E as Madalenas arrependidas

Chora a vida, chora a morte

E chora as dores vividas

Jorra tanta água abaixo

Que parece até partida


Lágrima é pranto

Mas também tem seu encanto

E jorrando essa água toda

Me perdi em pensamentos

E vi que o que dói hoje

Logo passa com o tempo

Samba da Tempestade

A chuva que cai lá fora, apavora
A morena sozinha canta, e se levanta!
Mas a dor que vai e vem em desalento, já faz tempo
Eu me arrebento
Não sai mais do coração
Ela precisa entoar, o canto que vem de dentro
Mesmo sentindo o cheiro que traz o vento
O cheiro da multidão
A força da tempestade
Rima lá com a saudade
Que veio foi pra ficar
E não adianta nada
Perder a sua mocidade
Chorando no vão altar
Vai sambar!!

Apartação II

E o peito está apertado por quê?
Não apenas o vazio da vida sem sentido
Não apenas a vergonha pelos atos impensados
Não apenas a falta de limites que deixa a cabeça pesando e a coluna doída
Vejo fotos empoeiradas numa era digital e petrifico
O que estaria procurando?

Apartei-me dos sentimentos, e eles insistem em me seguir, mesmo no escuro
Confinada, incomunicável, desemparelho a dor como forma de alívio,
Mas na realidade se transforma em castigo

Não se foge assim tão fácil de si mesma...


Petrifico

E o peito está apertado por quê?

Não apenas o vazio da vida sem sentido.

Não apenas a vergonha pelos atos impensados.

Não apenas a falta de limites que deixa a cabeça pesando e a coluna doída.

Vejo fotos empoeiradas numa era digital e petrifico.

O que estaria procurando?