
Essa
semana tive um monte de gente do passado pipocando nos meus sonhos. Eu
nunca achei que meus sonhos tivessem significado prático algum. Às vezes
sonho algo relacionado ao que pensei ou vivenciei durante o dia, o que é
quase uma auto indução. Outras, fantasmas enterrados surgem do abismo
silencioso sem aviso prévio.
E
nesse vai e vem de vivos mortos o que acaba acontecendo é que no meio
do dia você se lembra do sonho e acaba filosofando um pouco mais sobre
sua vida - o que na maioria das vezes é uma perda de tempo. O top dream
da semana foi o o casamento simbiótico com a pessoa que eu mais amei na
vida. Mais do que a mim mesma, e por isso deu no que deu.
Em
vez de sermos duas pessoas inteiras se relacionando, viramos duas meias
pessoas com projeções. E o que antes era um casal, virou uma pessoa só.
Mais ou menos isso. Acontece com a maior parte dos casais em maior ou
menor grau, e no meu caso o grau foi extrapolado. Calamidade privada na
certa. Uma tristeza.
Acabei
buscando, mais uma vez, informação sobre relacionamentos simbióticos e
achei um blog muito interessante. Lá, a doutora dizia que tem solução,
embora afirme que seja mais fácil falar do que fazer. “Mas é só achar
dentro da gente aquele lado que está perdido e recuperá-lo. Voltarmos a
sermos um indivíduo por inteiro.”, afirma a médica.
E
nesse momento existencialista cheguei à conclusão que nossos momentos
de amantes eram mais sinceros. Ele estava comigo, eu estava com ele. E
não havia mais nada lá fora. A partir do momento em que nos tornamos
além de amantes, sócios, marido e mulher, além de melhores amigos e
'parceiros no crime', a coisa desandou.
É...
Não dá pra ter tudo na vida…. Já dizia o sábio... E num relacionamento,
não dá para ser tudo um do outro. Tem que, primeiro, ser inteiro.