Aquele que procura faíscas...
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Vexaminosa

Acordo caída, envergonhada e sofrida

Resolvo que vou mudar

Não quero mais ser julgada, apontada, mal falada

Sem deixar de concordar

Eu queria ser perfeita

Mas logo vi que não ajeita

A boemia é suspeita para quem sofre (mesmo) de amar

Vou vestir minhas botas, batom vermelho e jeans

Vou cair na gandaia, perder o rumo

E os fins?

São tantos que as retas nem sei mais

O engraçado é acordar em casa, sem rastro, sem lastro

Mas ter dormido em paz

Ha! Rapaz!

Sei que é difícil acreditar,

Mas tem alguém lá em cima que gosta mesmo de mim

E se eu durmo segura, sozinha e tranquila

Ninguém pode achar ruim

Vamos fazer um café, amor e cafuné

Porque eu te gosto mesmo é assim

Apartação II

E o peito está apertado por quê?
Não apenas o vazio da vida sem sentido
Não apenas a vergonha pelos atos impensados
Não apenas a falta de limites que deixa a cabeça pesando e a coluna doída
Vejo fotos empoeiradas numa era digital e petrifico
O que estaria procurando?

Apartei-me dos sentimentos, e eles insistem em me seguir, mesmo no escuro
Confinada, incomunicável, desemparelho a dor como forma de alívio,
Mas na realidade se transforma em castigo

Não se foge assim tão fácil de si mesma...


Petrifico

E o peito está apertado por quê?

Não apenas o vazio da vida sem sentido.

Não apenas a vergonha pelos atos impensados.

Não apenas a falta de limites que deixa a cabeça pesando e a coluna doída.

Vejo fotos empoeiradas numa era digital e petrifico.

O que estaria procurando?