Aquele que procura faíscas...
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vestido Envelope

Assustada demais com a coincidência, não conseguiu deixar de comentar com seu irmão sobre a data que veio na cabeça um dia depois do aniversário do primeiro casamento. Treze de junho de 2004. Foi o exato dia em que tudo começou.

Levantou-se cedo e escolheu a roupa que vestiria para o encontro. Não queria nada muito ousado, mas gostaria que fosse algo elegante que insinuasse suas belas formas. Escolheu um vestido sóbrio, porém decotado e marcando a cintura, do tipo envelope. “Genial a Diane Von Furstenberg, não existe nada mais feminino do que o wrap dress”, pensou alto sobre a estilista que entrou para a história.

Era a primeira vez que sentia-se sedutora. Lembrou-se da propaganda antiga do sutiã e achou que a primeira sedução também nunca é esquecida. Aquele homem seria dela e os dois mudariam seus rumos só porque ela acordou com vontade de ser dona do próprio caminho.

Já era hora de desafiar o mundo e seguir seu próprio coração em busca de satisfação pessoal. Era chegada a hora de tirar as próprias conclusões e sofrer as consequências. Ao final, tinha certeza, o saldo seria positivo.

E acreditava mesmo no que pensava. Pegou a bolsa e, sem nem mesmo passar maquiagem, saiu de casa para o encontro que transformaria a sua vida pelos próximos dez anos.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

... Reticências... Hoje e sempre...

"Eu te amo, eu te amo! Quero atravessar a barreira virtual e ser sua!”

O caminho não morre, mas a estrada muda. Portanto, esperar (apostar!) ou decidir logo é uma questão de timing... Apressar-se ou não pode poupar-lhe percalços ou oferecer-lhe atalhos. Por que quando enxergo tudo tem uma névoa, uma neblina fina e suave, que inebria os sentidos? E quando olho não chega a ser diferente? Tem apenas menos magia... Mas tão cheio dela no entanto! A mágica nunca me abandona. Poções, superstições, rezas e credos. Não importa a origem, mas sim o resultado!

Como o otimismo agrega e repele. Tem quem ache que ele é fantasioso, ao ponto de enojar pessoas de estômago forte. Então, preciso de um refil... Reticências, reticências... Hoje estou cheia delas. Como se elas preenchessem as lacunas necessárias - o que o óbvio gostaria que fizessem sempre, mas agora, elas realmente funcionam!

Meus dedos ficam mais ágeis quando estou sozinha com meus pensamentos. A digitação e os devaneios caminham juntos, como melhores amigos. Mentira. Como amantes comprometidos. Câimbras... Sim. As sinto quando não estou alerta. Me pegam desprevenidas, como um castigo dos Infernos. Reticências...

Reticências hoje e sempre...

Reticências, reticências....

Elas novamente...

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