Aquele que procura faíscas...
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Qual a saída?


Experimentava toda a sorte de sentimentos de confusão e abandono quando no auge da briga ele saía de casa e se instalava em um hotel qualquer, voltando para casa muitas vezes dias depois. Chorando. Transtornada, eu quebrava tudo que estava ao meu alcance. Desabando em pranto, dormia soluçando.

O pior era o dia seguinte. Não tinha muito com quem contar que fosse de extrema confiança. Se eu pedisse ajuda iria expor o problema real e ele já havia me deixado claro que aquele era o estilo de vida que queria levar, do contrário não teria se separado para estar comigo. Eu sentia falta da minha família, mas essa opção era absurda. E acabava procurando consolo no colo de amigos e amigas dele – mais tarde alguns se tornariam realmente meus bons amigos.

O relacionamento era claramente um jogo de poder e comecei a ter, com frequência, ondas de tristeza, que me valeram momentos de muito sofrimento, pois era bastante difícil disfarçar. A angústia de me tornar uma pessoa triste me invadia. Entristecida eu não teria mais nenhum valor. E foi quando me deparei com meu segundo maior medo: o de me tornar triste.

Para a seleção da Oficina Compartilhada

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Desalento

A tristeza de Vinícius
Não é um dos meus princípios
Embora eu deteste sofrer
Digo logo ao coração
Que se afogue de perdão
E se lembre como é bom viver
Viver é quando o riso se encontra com o paraíso
E esse lhe estende a mão
O fraco esquece a mágoa
Cai na farra e deixa a prece
Rezando na procissão

Quarta de Cinzas

Às vezes minha alegria

É um estado de tristeza

Porque mesmo triste, alegre estou


Às vezes nem tudo passa

Mergulhando na cachaça

Ou bebendo o que restou


Por falta de sorte

Quantos versos lancei à morte?

Por descaso, diria ao certo meu caro irmão

Que outrora havia sequer conquistado seu ganha pão!


E, de repente, como num vendaval

Minhas lamúrias impetuosas

Viravam marchinhas de Carnaval


Merecidamente, pensaria eu

Já que sempre corri atrás

Mas às vezes mesmo o Mundo

Se sem sentido, não satisfaz


Quando me peguei finalmente escrevendo

Me deu um alívio, estou vivendo!

E o medo a me perguntar

Será que vai acabar?


Mas logo percebi

Bobagem!

Há tempos não tinha coragem

E o grande lance é tentar