Aquele que procura faíscas...
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terça-feira, 17 de abril de 2012

Desfolhando eu vôo





Aguardando o Outono chegar
Descasco

Desnudo e revelo
Nua

Inteira de mim
Crua

Fico à vista
No meio da rua


E acabo entregando mais do que quero

Sem farda, capuz ou fantasia
Pois o Carnaval já acabou

Mas enroupar-se é preciso

E o Inverno vem em mim
Como se fosse solidão


Até que a Primavera chega
E me acompanha ao Verão

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Samba da Tempestade

A chuva que cai lá fora, apavora
A morena sozinha canta, e se levanta!
Mas a dor que vai e vem em desalento, já faz tempo
Eu me arrebento
Não sai mais do coração
Ela precisa entoar, o canto que vem de dentro
Mesmo sentindo o cheiro que traz o vento
O cheiro da multidão
A força da tempestade
Rima lá com a saudade
Que veio foi pra ficar
E não adianta nada
Perder a sua mocidade
Chorando no vão altar
Vai sambar!!

Desalento

A tristeza de Vinícius
Não é um dos meus princípios
Embora eu deteste sofrer
Digo logo ao coração
Que se afogue de perdão
E se lembre como é bom viver
Viver é quando o riso se encontra com o paraíso
E esse lhe estende a mão
O fraco esquece a mágoa
Cai na farra e deixa a prece
Rezando na procissão

Marchinha Neles!

Bêbada, largada, descompensada

Pensei logo nas marchinhas de Carnaval

No dia a dia não pode,

Mas no Carnaval, boemia, fode!

A patifaria reina

E durante os 7 dias a roupa queima...

Quarta de Cinzas

Às vezes minha alegria

É um estado de tristeza

Porque mesmo triste, alegre estou


Às vezes nem tudo passa

Mergulhando na cachaça

Ou bebendo o que restou


Por falta de sorte

Quantos versos lancei à morte?

Por descaso, diria ao certo meu caro irmão

Que outrora havia sequer conquistado seu ganha pão!


E, de repente, como num vendaval

Minhas lamúrias impetuosas

Viravam marchinhas de Carnaval


Merecidamente, pensaria eu

Já que sempre corri atrás

Mas às vezes mesmo o Mundo

Se sem sentido, não satisfaz


Quando me peguei finalmente escrevendo

Me deu um alívio, estou vivendo!

E o medo a me perguntar

Será que vai acabar?


Mas logo percebi

Bobagem!

Há tempos não tinha coragem

E o grande lance é tentar