sexta-feira, 7 de março de 2014
Leito de Morte
terça-feira, 12 de junho de 2012
A Cachorra: rompantes, empavonamentos e outras neuróias
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terça-feira, 17 de abril de 2012
Ervas Daninhas
segunda-feira, 5 de março de 2012
Devaneios
Serão elas reais?
Será que existo?
Tinha na cabeça a mensagem perfeita
Agora perdi
Puta merda
E a cerveja no fim
Medo de quê?
Medo da vida
Medo de morrer?
Preciso carregar meu caderninho com esse medo de morrer
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Mais um que vai
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| Banksy |
domingo, 10 de abril de 2011
Recomeço
E quando finalmente tínhamos coragem de priorizar o amor, a conversa vinha carregada de autoritarismo. “Essa é a vida que eu quero ter”, afirmava Pedro com veemência. “Não me divorciei para ter uma vida normal.” E, no entanto, se negava a ser feliz, enchendo a tão escolhida vida de agora com a mesma infelicidade de outrora. Como se o sentimento de insatisfação lhe fosse necessário para continuar no controle.
Há muito tempo atrás Pedro casara-se com a insatisfação, e não havia jeito de abandoná-la mesmo trocando de mulher, de vida, de casa. A insatisfação vinha como a certeza da morte e lhe fazia infeliz em qualquer circunstância, a menos que se entorpecesse. E assim estava fadado a passar o resto de sua vida. Tendo um relacionamento íntimo e fiel com a insatisfação e com o antídoto para fazer as noites mais felizes que os dias.
Mas tudo não passava de um paliativo, e a alegria esfuziante da mulher amada o bombardeava por dentro e lhe rasgava a esportiva. De onde vinha tanto brilho, mesmo na consciência da derrota? Seremos todos derrotados pelo desconhecido, talvez amanhã mesmo. De onde viria aquela luz, aquela faísca invejável de otimismo, que ao mesmo tempo em que era sugada e absorvida por ele para seguir adiante; era banalizada e negada como o sentimento dos medíocres?
E quando o fardo se tornava pesado demais e a vida sem graça demais, fazíamos as pazes. Ele abria os braços e deixava que eu o enchesse de amor e segurança. Planejávamos viagens regadas a fantasias, mas logo adiante a sombra da insatisfação acenava cínica e estonteante, lembrando ao que era doce que aquilo não duraria muito. E o que estava delicioso e leve acabava não durando o que merecia, pois a sombra tomava conta de tudo com uma força imbatível e virava um desastre natural... Acabando com tudo o que era colorido pela frente...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A Dama do Além
Então? O que foi?
Você é tão egocentrado no seu complexo de inferioridade que não consegue correr atrás do que te faz feliz? Falta pulso, falta coragem, falta grito. Bagos. Os mais audaciosos diriam que faltam bagos. E o que te falta para morrer? É tudo de uma temperatura tão morna, tão passível, que a quase morte parece estar sempre à espreita. E se ela entrar sem bater, capaz de você estar com a maquiagem perfeita, pronto para lentamente aceitar o que te é imposto e caminhar para o mergulho fatal. Por quê? Por quê? Falta sangue, falta fogo?! Por quê?!
Suba no mastro mais próximo, não importando o tamanho da montanha, e lute para que o final seja diferente. Menos óbvio, promíscuo e passivo. Lute. Lute e verás que o homem que não quer, nunca ama, nunca escolhe. É amado e acolhe o desejado sem nunca ter experimentado a dor da escolha. E assim como aceita o prêmio com desdém, perde a chance de querer também.
Conformado vai se esconder no ninho e aguardar devagarinho a vez da Dama do Além. Ela chega sem avisar, mas esperando lá você está, com o medo que sempre acolheu. Ao te ver todo pronto – e você nem disfarça o pranto! – sem fazer jus ao que Deus lhe deu. A Dama apenas acena e ao seu passado te condena, sem nem lhe dizer adeus.
Pena, pena, passarinho, que te vê passar de mansinho, no portal do elevador. E quieto ele canta baixinho, piando bem de fininho, pra aliviar a sua dor. Mas você acha graça e de cima da sua empáfia, nega feliz o seu amor.




