Aquele que procura faíscas...
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Little did he know


Não que fossem feministas, mas acreditavam que a mulher ainda ocupava um espaço muito minúsculo na sociedade moderna. Algum avanço foi feito desde as filosofadas de Simone de Beauvoir, mas nada que as tirassem da condição de gênero inferior. “Woman is the nigger of the world.”, já entoavam Lennon & Yoko.


Diversos relatos de amigas e conhecidas as insuflavam a ter sentimentos não muito nobres. O mundo era injusto, sim, mas muito mais para com elas. Costumavam aconselhar que não se importassem: a pior decepção amorosa seria.... A próxima! Falavam isso às gargalhadas, mas sabiam bem que era verdade.


E por mais que eles tentem entender, nunca conseguirão alcançar o que sente uma mulher traída, rejeitada ou mal amada. Podem buscar ajuda em terapias, teorias e filosofias... Não entenderão.


Nada é capaz de traduzir o sentimento único e entremeado que a mulher, muitas vezes ingênua, outras sonhadora, passa a carregar dentro do peito pisado e machucado por homens inábeis. Depois de uma, duas ou dez, ela entende o mundo que a maltrata e decide ser feliz. Parece até concordar com eles. Mas eles mal sabem que por si só já estão errados.


Não precisam nem abrir a boca.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Desgraça!


Vou me casar!

Desgraça, desgraça!

É quase madrugada e eu aqui falando comigo mesmo. Desgraça! O que fazer depois do sanduíche de rosbife?

Trecheira difícil de engolir. Cansado. Cansado. Cansado de tudo e do nada. Vem amor, a poesia é livre. Vem e vem porque o dia é vivre. E verde de viver, roxo de matar e morrer. Vida louca, vida de acontecer.

Vou casar, vou casar!

Mate-me, por favor!

Vou casar!

Aonde está o meu amor?!?!

Linda mulher passeia no abismo... Passeia, passeia... E sente saudades. Quem é ela? Quem sofre. Ela é linda e é o retrato da morte.

Moça linda, vou me casar. Vem cá, vem cá! Aonde você está?

E a cachaça, sempre ela. Volta e meia aparece. E desaparece. E volta. Maldita! A bendita da cachaça.... Mas nunca é bom partir.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Descompasso

Crônicas banais de vida quase iguais. E a vida é como ela é. Romantismo, saudades, agressões, falta de limites, drogas, traições, bebedeiras, solidão, recalques, desejos homossexuais recalcados, paixões não convencionais, preferências bizarras, manias vergonhosas... Corações partidos, corações unidos.

O que importa não é a temática, mas a maneira como a enfrentamos. Não existem padrões. Não existem receitas ou fórmulas mágicas. Homens e Mulheres se esbarram em busca da convivência ideal, mas se esquecem de esquecer os modelos existentes.

Medrosos dos desejos mais íntimos, das memórias inconfessáveis, das atitudes impensadas, engessam-se num mundo esquisito, onde a liberdade e a espontaneidade desaparecem e viram tristeza, amargura e solidão. Trancados na caretice, nas regras, nas convenções sociais e nos consultórios psiquiátricos atropelam-se sem parar, fazendo vítimas em cada esquina.


Para a seleção da Oficina Compartilhada