Aquele que procura faíscas...
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Falácias e vidas despedaçadas

Falam, falam
E choram
Vítimas do mundo
mundanas
Coitadas, sempre sofridas
Chamam atenção e competem
Querendo ser sempre ouvidas
Passam por cima sem pesar
Pensam que se ocupar é amar
Esquecem-se das vísceras
Das premissas
Do caráter
E da própria carne
Engolem tudo
e enfiam tudo
Goela abaixo
E choram
E reclamam
Não acham que
estão por baixo
Pobres mundanas
Vítimas do mundo
Não sabem ainda o que é o castigo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Qual a saída?


Experimentava toda a sorte de sentimentos de confusão e abandono quando no auge da briga ele saía de casa e se instalava em um hotel qualquer, voltando para casa muitas vezes dias depois. Chorando. Transtornada, eu quebrava tudo que estava ao meu alcance. Desabando em pranto, dormia soluçando.

O pior era o dia seguinte. Não tinha muito com quem contar que fosse de extrema confiança. Se eu pedisse ajuda iria expor o problema real e ele já havia me deixado claro que aquele era o estilo de vida que queria levar, do contrário não teria se separado para estar comigo. Eu sentia falta da minha família, mas essa opção era absurda. E acabava procurando consolo no colo de amigos e amigas dele – mais tarde alguns se tornariam realmente meus bons amigos.

O relacionamento era claramente um jogo de poder e comecei a ter, com frequência, ondas de tristeza, que me valeram momentos de muito sofrimento, pois era bastante difícil disfarçar. A angústia de me tornar uma pessoa triste me invadia. Entristecida eu não teria mais nenhum valor. E foi quando me deparei com meu segundo maior medo: o de me tornar triste.

Para a seleção da Oficina Compartilhada