Aquele que procura faíscas...
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quarta de Cinzas

Às vezes minha alegria

É um estado de tristeza

Porque mesmo triste, alegre estou


Às vezes nem tudo passa

Mergulhando na cachaça

Ou bebendo o que restou


Por falta de sorte

Quantos versos lancei à morte?

Por descaso, diria ao certo meu caro irmão

Que outrora havia sequer conquistado seu ganha pão!


E, de repente, como num vendaval

Minhas lamúrias impetuosas

Viravam marchinhas de Carnaval


Merecidamente, pensaria eu

Já que sempre corri atrás

Mas às vezes mesmo o Mundo

Se sem sentido, não satisfaz


Quando me peguei finalmente escrevendo

Me deu um alívio, estou vivendo!

E o medo a me perguntar

Será que vai acabar?


Mas logo percebi

Bobagem!

Há tempos não tinha coragem

E o grande lance é tentar