Aquele que procura faíscas...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mundo Inventado






Eu sei que a vida deu uma volta enorme. Mais do que isso, eu sei. Mas eu sei também que comi cada cheiro de poeira que passou pelo meu caminho. Eu quis te dizer isso o tempo todo e quis também demonstrar, sem sucesso - pois ao mesmo tempo fugi de medo. Pavor! 

Hoje minha cama está vazia. Mas ela nem sempre está vazia... Só que, mesmo cheia, não fica quente de jeito algum. Ou nunca ficará... Te liguei com uma desculpa esfarrapada, é verdade. Eu não te esqueci e não vou esquecer jamais. Não é parte de nenhuma doença esse revelar. É parte da minha sanidade. Eu posso ser feliz com um mundo inventado - eu nasci para inventar. Escrevo sobre vidas e reinvento a minha o tempo todo. E não tem nada que me traga mais felicidade do que relembrar o que vivemos.... 
Me desculpe, mais uma vez, por evocar um passado presente. Eu vou te amar pra sempre. Intensamente. Mas vou amar um ser que não existe mais. Um brinde ao presente futuro. Ou seria futuro presente?
 
Para a seleção da Oficina Compartilhada

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Das loucuras daqui e Dali

"(...)

Há esta altura eu já estava quase que no estágio 3 da minha embriaguez. Lembrando que meu pai  nunca me viu trôpega e que meu grau máximo é o 11.9 numa escala de 0 a 10... Enfim... Dali pra frente Salvador virou fichinha e dei um viva ao lobo da estepe.

Que venha a próxima loucura!!"


sábado, 1 de outubro de 2011

Rouquidão

Girl Before a Mirror_PabloPicasso


Minha falta de voz grita.
Grita latente essa não voz.
E sigo na rouquidão infinita.
Nessa busca incessante e atroz.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Superexposição ou Emoção?


A onda vai

O vento vem

E o que mais queremos

Ninguém tem

Satisfação

É...

Quem vê Facebook

Não vê coração


Para a seleção da Oficina Compartilhada

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Little did he know


Não que fossem feministas, mas acreditavam que a mulher ainda ocupava um espaço muito minúsculo na sociedade moderna. Algum avanço foi feito desde as filosofadas de Simone de Beauvoir, mas nada que as tirassem da condição de gênero inferior. “Woman is the nigger of the world.”, já entoavam Lennon & Yoko.


Diversos relatos de amigas e conhecidas as insuflavam a ter sentimentos não muito nobres. O mundo era injusto, sim, mas muito mais para com elas. Costumavam aconselhar que não se importassem: a pior decepção amorosa seria.... A próxima! Falavam isso às gargalhadas, mas sabiam bem que era verdade.


E por mais que eles tentem entender, nunca conseguirão alcançar o que sente uma mulher traída, rejeitada ou mal amada. Podem buscar ajuda em terapias, teorias e filosofias... Não entenderão.


Nada é capaz de traduzir o sentimento único e entremeado que a mulher, muitas vezes ingênua, outras sonhadora, passa a carregar dentro do peito pisado e machucado por homens inábeis. Depois de uma, duas ou dez, ela entende o mundo que a maltrata e decide ser feliz. Parece até concordar com eles. Mas eles mal sabem que por si só já estão errados.


Não precisam nem abrir a boca.